terça-feira, 26 de agosto de 2014

A culpa é das estrelas





Me recomendaram tanto esse livro e como eu tenho uma resistência a tudo que é popular demais, não comprei. A capa já me entediava, tudo de uma certa forma me soava adolescente demais. É, logo eu que sou o cara de 33 anos mais sentimental que a história já viu.

Mas no fundo, mesmo já sabendo o final do filme, tá, comecei a olhar com outros olhos.
Meu último livro do "John", foi "Will and Will" e achei fofo demais, mas nem por isso esse seria um puta motivo pra ir lá e ver o-tal-filme-que-fez-todo-mundo-chorar.

(...)

Os dias se passaram e eu, numa dessas noites vazias em que vou ao shopping e compro roupas sem ao menos precisar ou saber se de fato preciso, ainda com as sacolas, me deparo com um o cartaz deste filme, estampado na porta de um cinema antigo da cidade, enorme.

Detalhe que esse filme já havia até saído de cartaz, ou seja, ingresso barato, nada pra fazer, 19h da noite., "que mal há?", pensei.

Sou partidário do "Tô na merda, fico na merda de vez". A noite estava triste, vamos contribuir mais pra isso, pensei.

Bem, pra não me estender da parte em que cheguei 15min atrasado, tentando entender o motivo pelo qual aqueles dois jovens estavam olhando um pro outro com carinha de choro e blá blá blá, contarei o que me interessa.

Chorei, chorei, chorei!

Tava já a flor da pele naquele dia, achei o filme suicida, mas tá, é romântico, fofo e tem sua parte adolescente convencional e a parte dramática (que me interessava) com uma pitadinha de charme e dor, incrivelmente bem produzida.

A cena mais linda é a que num ensaio do funeral do "mocinho" (sim, o filme pode acabar a qualquer momento com a morte de um dos dois), a "mocinha" faz  um texto incrível para que ele veja e saiba o que ela vai ler em seu "gurufim". 

Era algo tipo assim:

“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

(...)

Foi emocionante...

A trilha sonora do Ed Sheeran é incrível, a fotografia do filme... tudo delicado. Não sei se eu estava muito sensível mas pude notar que não era a única pessoa sozinha no escuro derramando um pouco de lágrima ou segurando um choro piedoso e sofrido, quando no restaurante Augustus diz que ama Hazel.

Ai ai. Odiei ver esse filme. Ensaiei várias saídas no escuro. Resisti ao máximo as lágrimas brotando dos olhos, mas no final me rendi e descobri que tenho que beber "estrelas engarrafadas" com alguém, urgentemente!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Caetanenando...



Foi um pequeno momento, um jeito
Uma coisa assim
Era um movimento que aí você não pôde mais
Gostar de mim direito
Teria sido na praia, medo
Vai ser um erro, uma palavra
A palavra errada
Nada, nada
Basta quase nada
E eu já quase não gosto
E já nem gosto do modo que de repente
Você foi olhada por nós
Porque eu sou tímido e teve um negócio
De você perguntar o meu signo quando não havia
Signo nenhum
Escorpião, sagitário, não sei que lá
Ficou um papo de otário, um papo
Ia sendo bom
É tão difícil, tão simples
Difícil, tão fácil
De repente ser uma coisa tão grande
Da maior importância
Deve haver uma transa qualquer
Pra você e pra mim
Entre nós
E você jogando fora, agora
Vá embora, vá!
Há de haver um jeito qualquer, uma hora!
Há sempre um homem
Para uma mulher
Há dez mulheres para cada um
Uma mulher é sempre uma mulher etc. e tal
E assim como existe disco voador
E o escuro do futuro
Pode haver o que está dependendo
De um pequeno momento puro de amor
Mas você não teve pique e agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Você não teve pique
E agora não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Mas você
Não teve pique
E agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique

quarta-feira, 13 de agosto de 2014



É justamente na distância que a gente fica mais perto e ganha tempo 
lembrando dos sorrisos, das bobagens, da chuva, do silêncio, dos olhos, 
dos momentos. Sonhávamos em nos casar e ríamos tanto...melhores juntos.

As palavras ganhavam asas e sumiam entre as estrelas. 
O nosso silêncio era o barco para um mar de palavras que, junto 
ao vento, nos levavam cada vez mais longe e eu amava navegar ao 
seu lado, ou em sua direção, ou a qualquer lugar que a sua música
pudesse me levar.

A sua voz deveria tocar nas rádios, pra sempre...assim, eu o ouviria
todos os dias antes de dormir.