quinta-feira, 9 de outubro de 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A culpa é das estrelas





Me recomendaram tanto esse livro e como eu tenho uma resistência a tudo que é popular demais, não comprei. A capa já me entediava, tudo de uma certa forma me soava adolescente demais. É, logo eu que sou o cara de 33 anos mais sentimental que a história já viu.

Mas no fundo, mesmo já sabendo o final do filme, tá, comecei a olhar com outros olhos.
Meu último livro do "John", foi "Will and Will" e achei fofo demais, mas nem por isso esse seria um puta motivo pra ir lá e ver o-tal-filme-que-fez-todo-mundo-chorar.

(...)

Os dias se passaram e eu, numa dessas noites vazias em que vou ao shopping e compro roupas sem ao menos precisar ou saber se de fato preciso, ainda com as sacolas, me deparo com um o cartaz deste filme, estampado na porta de um cinema antigo da cidade, enorme.

Detalhe que esse filme já havia até saído de cartaz, ou seja, ingresso barato, nada pra fazer, 19h da noite., "que mal há?", pensei.

Sou partidário do "Tô na merda, fico na merda de vez". A noite estava triste, vamos contribuir mais pra isso, pensei.

Bem, pra não me estender da parte em que cheguei 15min atrasado, tentando entender o motivo pelo qual aqueles dois jovens estavam olhando um pro outro com carinha de choro e blá blá blá, contarei o que me interessa.

Chorei, chorei, chorei!

Tava já a flor da pele naquele dia, achei o filme suicida, mas tá, é romântico, fofo e tem sua parte adolescente convencional e a parte dramática (que me interessava) com uma pitadinha de charme e dor, incrivelmente bem produzida.

A cena mais linda é a que num ensaio do funeral do "mocinho" (sim, o filme pode acabar a qualquer momento com a morte de um dos dois), a "mocinha" faz  um texto incrível para que ele veja e saiba o que ela vai ler em seu "gurufim". 

Era algo tipo assim:

“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

(...)

Foi emocionante...

A trilha sonora do Ed Sheeran é incrível, a fotografia do filme... tudo delicado. Não sei se eu estava muito sensível mas pude notar que não era a única pessoa sozinha no escuro derramando um pouco de lágrima ou segurando um choro piedoso e sofrido, quando no restaurante Augustus diz que ama Hazel.

Ai ai. Odiei ver esse filme. Ensaiei várias saídas no escuro. Resisti ao máximo as lágrimas brotando dos olhos, mas no final me rendi e descobri que tenho que beber "estrelas engarrafadas" com alguém, urgentemente!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Caetanenando...



Foi um pequeno momento, um jeito
Uma coisa assim
Era um movimento que aí você não pôde mais
Gostar de mim direito
Teria sido na praia, medo
Vai ser um erro, uma palavra
A palavra errada
Nada, nada
Basta quase nada
E eu já quase não gosto
E já nem gosto do modo que de repente
Você foi olhada por nós
Porque eu sou tímido e teve um negócio
De você perguntar o meu signo quando não havia
Signo nenhum
Escorpião, sagitário, não sei que lá
Ficou um papo de otário, um papo
Ia sendo bom
É tão difícil, tão simples
Difícil, tão fácil
De repente ser uma coisa tão grande
Da maior importância
Deve haver uma transa qualquer
Pra você e pra mim
Entre nós
E você jogando fora, agora
Vá embora, vá!
Há de haver um jeito qualquer, uma hora!
Há sempre um homem
Para uma mulher
Há dez mulheres para cada um
Uma mulher é sempre uma mulher etc. e tal
E assim como existe disco voador
E o escuro do futuro
Pode haver o que está dependendo
De um pequeno momento puro de amor
Mas você não teve pique e agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Você não teve pique
E agora não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Mas você
Não teve pique
E agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique

quarta-feira, 13 de agosto de 2014



É justamente na distância que a gente fica mais perto e ganha tempo 
lembrando dos sorrisos, das bobagens, da chuva, do silêncio, dos olhos, 
dos momentos. Sonhávamos em nos casar e ríamos tanto...melhores juntos.

As palavras ganhavam asas e sumiam entre as estrelas. 
O nosso silêncio era o barco para um mar de palavras que, junto 
ao vento, nos levavam cada vez mais longe e eu amava navegar ao 
seu lado, ou em sua direção, ou a qualquer lugar que a sua música
pudesse me levar.

A sua voz deveria tocar nas rádios, pra sempre...assim, eu o ouviria
todos os dias antes de dormir. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014




"Eu atravessei deserto pra te ver passar..."

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vestido Armani



Mercedes: Toda a vez que vejo você com a coisinha...
Ex-casal: Risos...
Mercedes: Desculpa, é que me dá uma pontinha de ciúme. Também não é nenhuma tragédia, é coisa de ex-mulher...
Gustavo: Mulher ciumenta!
Mercedes: Parece que eu peguei num vestido muito especial, um Armani, e emprestei a uma amiga e ela usou o vestido e ele ficou muito mais bonito nela do que em mim. Depois ela foi a uma festa e sujou o vestido; deixou cair vinho no vestido, lambuzou o vestido. Mas o vestido continua muito mais bonito nela do que em mim...
Gustavo: Você se arrependeu de emprestar o Armani para essa amiga?
Mercedes: Não, mas ela tem de cuidar muito bem dele para merecer!
Gustavo: Se não?
Mercedes: Eu pego de volta!!



Filme Divã - 2009.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Espera



Feito criança se preparando para o 7 de Setembro. Sem dormir, sem comer, se preparando para ser vista por uma platéia de um único espectador: a mãe! 

Feito andarilho pedindo a cada pessoa um pouco do conquistado por ela. Dia após dia, de trabalho, de suor. Tomada por todos os santos num corpo só. Como a primeira eucaristia, a primeira valsa, a primeira apresentação no teatro...e ai a dor. A espera frustrada, a platéia natimorta, o instante sem reação. Sem nada, nem o esboço da falsa promessa. O mesmo. 


A falta de atenção, carinho e cuidado. A dor do adeus. A dor da próxima vinda, se acontecer. 

O ciúme. Deus! Quanto ciúme Deus, ao saber, ou pelo menos adivinhar que o toque que deveria ser meu, é de outro. Como se fosse roubado de mim o direito de sentir...ciúmes. 

E é tão incrível, e divina a espera. O coração em brasa viva na boca, mudando o paladar e toda forma de gosto quando por um momento não está. Os sentidos se perdem, o semblante não esconde, a beleza não condiz. Comer um dicionário não vale de nada se o interior não está em pauta. Nem em falta, nem completo. De que vale o certo se o desfecho é o mesmo. Não soma horas, nem o incerto que poderia ser certo, se o exterior fosse primordial. Culpa da falta de beleza ou pior, do desamor. Quem foi Deus, nessa hora cruel que inventou o desamor. 


A palavra mais triste do dicionário. A palavra mais real do dicionário. De que vale as horas depois de não ter...você! De que vale as desculpas esdrúxulas para trazer o barco que já está no meio do oceano, sem pretensão de voltar.  De que vale, o sexo, se ainda não nasceu. Ou nem sabe se nascerá. De que vale qualquer tortura se da fala não sairá...de que vale a vida se o alvo não será visto por conta da neblina que envolve os olhos. 


Flores pra ti,  entregue a mortos por mim.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

video


#perfeito 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tempestades



Passa...

Qualquer contravenção, qualquer perturbação, qualquer solidão...passa.
Nenhuma nuvem permanece por mais de cinco segundos num mesmo lugar.
Nenhuma tempestade balança o barco para uma mesma direção.
Nenhum mal persiste num mesmo alvo.

Passa...

Já tive prova de que, qualquer dor, profunda ou não, passa...
E nessa, o sol volta a brilhar, as folhas secas ganham cor,
o tempo para de soprar forte e o que era vendaval, vira brisa leve...

Passa...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

Ridículas




    Todas as cartas de amor são ridículas.
    Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
    Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
    como as outras, ridículas.
    As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas.

    [Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram 
    cartas de amor é que são ridículas]

    Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso
    cartas de amor ridículas.
    A verdade é que hoje as minhas memórias dessas cartas de amor
    é que são ridículas.

    (Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos,
    são naturalmente ridículas.)


    Álvaro de Campos, 21-10-1935