segunda-feira, 11 de março de 2013

#históriasquesóacontecemnoslivros





Como se o nascimento fosse o berço para a morte. 
Como se sozinho nascesse toda o sentimento e morto todos os sonhos.

Como se, nunca beijada, morta nasceria outra vez e viveria a espera do beijo por toda eternidade.

Como se o sapato na escadaria de tijolos amarelos nunca fosse encontrado. 
E como nunca fossem percorridas estradas de um bosque nunca florido.

Nenhum biscoito nem migalhas pelo chão pudessem ser encontrados, nem por preocupação, nem por medo de não encontrar.

Como se o vazio tomasse conta da terra onde meninos que não querem crescer e não podem chorar, vivem.

Às vezes da uma vontade de morrer, outras de viver anos, mas a primeira predomina, tipo, me jogando de um penhasco sem guarda-chuva para flutuar.

Eu não conseguiria usar o vestido mais bonito da festa, não haveria príncipes para admirar a beleza montada, fantasiada por uma fada madrinha. Não haveria disposição ou sapo para transformar em príncipe (ou princesa) o pobre menino (ou menina) de uma vida tão sonhadora.

A história que não tem reticências chega ao fim e o medo é que não hajam personagens para dividir a última página, nem com o “viveram” nem com o “Felizes para sempre”.

domingo, 3 de março de 2013

Bem de Leve


"Assim, de leve, sem nenhum exagero ou pretensão de ser alguém importante, famoso! Quadro guardado ou livro best seller ao redor do mundo! Assim de leve, sem maquiagens pela manha, tarde ou noite (só de leve, a idade pede!). Assim, desse jeito, sem corpo moldado, sem cultura imposta, sem conhecimento brutalmente adquirido...tudo de leve, sem mentiras, sem dor! Sem a roupa mais cara, sem os amigos mais importantes, sem o troféu de representante da turma em 93. Sem exibições e sem censura (íntima). Sem máscaras, alegre ou triste, sem palco, sem aplausos, sem liteira! Tudo assim, de leve! Sem a infantilidade dos 15, a vivacidade dos 20, só com as vontades próprias dos 30, de leve!"