sábado, 23 de novembro de 2013

Pensar em você




"É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em vocêvontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo."

Chico César

quarta-feira, 18 de setembro de 2013



"Que esses pares sejam pares e se façam companhia. 
Que se amem e que se entendam como uma linda melodia. 
Que essa dança, eterna dança seja feita por mãos, cintura, gravata e vestido 
e não por coletes. Que sejam livres. 
Que o mundo gire em sua órbita natural e que de natural seja composta a vida. 
De filhos, de bolos, de noivas e de janelas com flores. 

Que seja assim, simples como o amanhecer, simples como deve ser. 

E que tudo não passe de doença, cabeça vazia, coisa de quem não sabe nada
de alquimia ou desse feitiço já escrito para Adão e Eva antes mesmo que se inventasse 
o raiar dos dias. Que as dores fiquem nas caixas, que os sonhos sejam guardados 
nas caixas e que, empilhadas, elas possam prender portas onde sonhos são apenas 
sonhos e a realidade nem por perto consiga passar. 

Que não haja lados, que não haja opções. 

Que o certo seja certo e o errado UM GRANDE E FANTASIOSO ERRO. 
As histórias contam o que devemos levar para os nossos dias. 
Não é errado acreditar no 'felizes para sempre', errado é acreditar no 'Era uma vez..."

terça-feira, 23 de julho de 2013

quarta-feira, 3 de julho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

De menina para menino



Ontem te vi comprando figurinhas numa banca de jornal no centro da cidade. 

Eu estava do outro lado da calçada chupando um sorvete de pistache que, logo logo derreteu entre meus dedos, melando toda minha mão. [distração]

'Você me distraiu de novo?!' Esbravejei comigo mesma, batendo o pé no chão e fazendo um 'muchocho' com a boca, deixando clara a minha revolta para esse meu lado 'boba'.

Enquanto tentava limpar minha mão na barra do vestido dado pela dindinha, via você sumir entre os carros, apressado em seu galope, com a pasta de lado...acho que iria, atrasado, pegar um táxi para o trabalho ou o ônibus para o colégio. 
Virei as costas e fui embora e não vendo o buraco da obra, quebrei o salto.

O dia estava perfeito: Melada de sorvete, vestido sujo, salto quebrado. Só faltava eu chegar em casa e a 'melissa' [minha boneca de pano] não ter chegada da lavanderia. Ou seja, não teria uma amiga para contar de você e da catástrofe que se abateu em meu dia.


Viu? Culpa sua!

Culpa sua eu recusar a mão da mãe para atravessar a rua, ou do menino mais jovem para abrir a porta do carro. Culpa sua ninguém me oferecer o banco do ônibus pra sentar e de não lembrar mais o gosto do chocolate, pois foi tirado de mim, pela 'bá', depois que a dentista avisou que eu não tinha mais dentes de leite...que já era 'mocinha' até para 'regrar'. Culpa sua meu diário não ter mais páginas em branco. [Só não lembro se foi meu garrancho de quem aprendeu a escrever ou se foi  meu garrancho de quem desaprendeu a ter firmeza na mão, que ocupou todos os espaços dedicados a nós dois.]

Me falta o tato.
Me falta o gosto.
Me falta você. 

Hoje te vi numa lanchonete bebendo um líquido amarelo num copo enorme, acho que era suco de laranja [ou cerveja]. Bebia com tanto gosto e nas pausas do deleite, ria com um sorriso tão vaidoso que...ai, suspirei como se fosse um sorriso pra mim. E claro que não era! 
Enquanto você ria, meu suspiro levava pra longe o laço que voava dos meus cabelos e enfeitava de bege o céu absurdamente azul de 14 de maio, não sei agora, se era de 92 ou de 2013...aliás, culpa sua me fazer perder o tempo [e meu laço].

Culpa sua, me brindar com o mais interessante dos seus dias e não lembrar em que fase da minha vida me encontro.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Montanha e a Chuva



"Eu queria tanto lhe dizer da minha solidão, da minha solidez
Do tempo que esperei por minha vez, da nuvem que passou e não choveu...
Minhas mãos estão no ar como aeroporto pra você aterrizar
Também sou porto, se quiseres ancorar...sou ar, sou terra e sou mar...
Eu tenho a mão e você tem a luva, eu sou a montanha e você é a chuva
que escorre e some no final da curva e beija o rio, pra abraçar o mar.
É por isso que a montanha tem ciúmes quando o vento leva a chuva pra dançar,
muitas vezes tudo acaba em tempestade, raios gritam sobre a tarde, tardes dormem ao luar,
anoitece a minha espera, amanheço a te esperar..."
Orlando Moraes

segunda-feira, 11 de março de 2013

#históriasquesóacontecemnoslivros





Como se o nascimento fosse o berço para a morte. 
Como se sozinho nascesse toda o sentimento e morto todos os sonhos.

Como se, nunca beijada, morta nasceria outra vez e viveria a espera do beijo por toda eternidade.

Como se o sapato na escadaria de tijolos amarelos nunca fosse encontrado. 
E como nunca fossem percorridas estradas de um bosque nunca florido.

Nenhum biscoito nem migalhas pelo chão pudessem ser encontrados, nem por preocupação, nem por medo de não encontrar.

Como se o vazio tomasse conta da terra onde meninos que não querem crescer e não podem chorar, vivem.

Às vezes da uma vontade de morrer, outras de viver anos, mas a primeira predomina, tipo, me jogando de um penhasco sem guarda-chuva para flutuar.

Eu não conseguiria usar o vestido mais bonito da festa, não haveria príncipes para admirar a beleza montada, fantasiada por uma fada madrinha. Não haveria disposição ou sapo para transformar em príncipe (ou princesa) o pobre menino (ou menina) de uma vida tão sonhadora.

A história que não tem reticências chega ao fim e o medo é que não hajam personagens para dividir a última página, nem com o “viveram” nem com o “Felizes para sempre”.

domingo, 3 de março de 2013

Bem de Leve


"Assim, de leve, sem nenhum exagero ou pretensão de ser alguém importante, famoso! Quadro guardado ou livro best seller ao redor do mundo! Assim de leve, sem maquiagens pela manha, tarde ou noite (só de leve, a idade pede!). Assim, desse jeito, sem corpo moldado, sem cultura imposta, sem conhecimento brutalmente adquirido...tudo de leve, sem mentiras, sem dor! Sem a roupa mais cara, sem os amigos mais importantes, sem o troféu de representante da turma em 93. Sem exibições e sem censura (íntima). Sem máscaras, alegre ou triste, sem palco, sem aplausos, sem liteira! Tudo assim, de leve! Sem a infantilidade dos 15, a vivacidade dos 20, só com as vontades próprias dos 30, de leve!" 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Saudade de 2007



Hoje eu bem senti saudade de vc?! Kkkk (lá vem ele falando "Porra, o Max não tem jeito"), mas nem é, tô, feliz, namorando, tranquilo, mas é só uma saudade de todo mundo que ficou em 2007.

Saudade de 2007. É isso!

Saudade de um tempo bom, de gente boa, de todo mundo! Eu sempre, quando passo de carro, de ônibus, pela manhã vejo você e nunca sei quando devo parar e dar um abraço. Sempre achei você uma pessoa boa, só boa e por mais que tire suas fotos 'Strike a pose' (rs...) eu sempre vejo você de verdade como o "bom menino" que eu sei que é! Talvez eu não mande essa mensagem pelo face (será que devo?), talvez nem por lugar nenhum...mas essa mania da gente de esconder os sentimentos que devem fazer bem, sempre voltam.

Que seja na madrugada, que seja na hora de acender um cigarro na madrugada, na hora de  lembrar... e agora (05:26 da manhã), vendo o sol nascer, eu lembrei: da risada engraçada, das crises de riso, do amor que, diferente de 'todos que eu amei' foi o mais puro e incrível que já senti. "Você foi, o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci"...mesmo não havendo casos, foi o melhor abraço.

Porque você é doce por natureza. É um menino encantador, do tipo que a gente perde horas conversando e ganha horas sentindo o resultado da conversa invadindo o cérebro, tomando as veias, chegando ao coração. Não, isso não é um grito de 'volta a ser meu amigo!', é só saudade de 2007. Engavetada, daquelas que, vez ou outra, abrimos, olhamos, sorrimos e fechamos outra vez. Muito bom sentir saudades, muito bom sentir saudade de gente como você: boa por natureza. E a natureza dos fatos nos levou pra longe, te levou pra longe porque precisava levar.

E de todas as amizades que se perderam no caminho, você vai ser sempre "a mais estranha história que alguém já escreveu". Eu te vi nascer, e só fiquei com raiva porque não fiz parte do parto, mas hoje eu adorei lembrar, te ver andando e saber que no fundo, continua o mesmo "...inho" que eu amei (fraternalmente).

Escrevi, não publiquei na sua página de mensagens, por falta de coragem, mas quer saber? Senti sua falta hoje! Falta da amizade e só do carinho que eu senti por você. Hora de fechar a gaveta e dizer que "só assim, sinto você bem perto de mim, outra vez".

terça-feira, 29 de janeiro de 2013



"Houve um tempo em que as respostas eram incompreendidas.
Onde as pessoas tratavam o assunto como algo proibido, um pecado.
Hoje, falamos abertamente, mas pouco se fala com a seriedade
e o respeito que o assunto pede, ou a naturalidade."

Esse documentário, "Não gosto de meninos", foi lançado aqui no Brasil em 2011, com base no projeto anti-bullying americano "It Gets Better". Uma versão brasileira, com 40 depoimento  falando sobre o assunto HOMOSSEXUALISMO, dirigida pelos diretores André Matarazzo e Gustavo Ferri, com personagens que fogem do esteriótipo que assusta a primeiro momento qualquer pessoa que não consegue entender esse "universo" tão questionado nos dias de hoje.

Assistam.

http://www.youtube.com/watch?v=HHA-WpPSK4s



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cálculos




"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil."
Clarice Lispector