terça-feira, 31 de julho de 2012

Slow Dancing In A Burning Room





"...We're goin down, and you can see it, too.
 And you know that we're doomed, we're goin down.
My dear, we're slow dancing in a burning room."
É o que acontece quando se está preso a uma situação e mesmo sabendo de todos os riscos, inclusive sabendo o final, ainda sim se tenta, se mata e tenta de novo enquanto houver forças...


É como se houvesse todas as noites uma dança em um quarto em chamas, de portas trancadas, sem a possibilidade de sair. Ou não querendo sair.

'John' e essas músicas que falam ao s2! :)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Apenas creia




...e ele levantou os olhos aos céus e pediu paz. 

Paz para que pudesse voltar a respirar, paz para voltar a comer e beber, paz para poder deitar nos braços da noite e adormecer. Pediu também uma caixa com 3 palavras que pudessem o acompanhar durante sua vida na terra. SABEDORIA, PACIÊNCIA e ESQUECER: com a "sabedoria" ele poderia entender melhor os homens, com a "paciência" poderia suportar todos os problemas esperando pela resolução deles e com o "esquecer", usaria em momentos cruciais, quando as outras duas palavras não surtissem mais seu efeito.


Sendo assim, fechou seus olhos, levantou-se e foi embora. Esse homem tinha perdido a fé, mas em momento algum a esperança de continuar caminhando a procura de algo que nem ele conhecia. Acima de tudo o que conhecia só havia o céu, que esconde mistérios que nenhuma outra criatura consegue decifrar.

Esse homem sou eu, é você, são todos os outros homens que, como nós, acredita no final de todas as coisas. 
Não é preciso crer em algo, apenas creia em tudo ao seu redor.

sábado, 28 de julho de 2012

3 taças


...Depois de 3 taças
Depois das 6 horas
3 palavras falsas sem inspiração
Qualquer um me encanta
Tudo sai de graça
Qualquer um se torna minha grande paixão
Minhas orações não são prá mais ninguém
Se tocar então
"A nossa canção"...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A última canção



Não dá pra explicar o que estou sentindo.
Passou por todos os estágios, em um só dia: Paixão, raiva, saudade, medo, terror e o que restou foi a última valsa. O último adeus, o doce amargo na boca, o nó na garganta, o desamor.


Alguns cantores, sábios e poetas descrevem a falta de amor, a solidão de uma forma tão linda, particular , doce e eu, como todas as outras pessoas, nunca soube o que de fato era até sentir, como agora. Um silêncio, uma agônia que entra pelo cérebro, tomando conta das veias... aquela vontade de cortar os pulsos ou arrancar a pele para ver se, dormindo, passa. Mesmo que seja um sono em um leito de morte.


Mas nada disso adianta se não for correspondido, entregue, como uma carta de um amigo distante ou de um amor, na guerra. 
Hoje, especificamente hoje, sei o que as gueixas sentiam quando viam, no caz, seus amores indo embora, como as prostitutas que não podem beijar sentem quando se rendem ao tal e como um homem, qualquer um deles, sofre com a perda de alguém a quem, duramente se entrega o amor...e os abandona.


É desesperador, é indescritível.


Não são palavras pra comover, é exatamente o que estou sentindo. Uma solidão que ninguém pode preencher, nem os amigos, nem os amantes e nem ninguém.
Só quem sabe, sente. E me pergunto o porque de tanta dor. A resposta, eu sei: É  a falta de amor. 
Aqui embaixo, no último post mencionei uma frase da música que dizia que "é preciso deixar doer pra ver se sara..." mas até sarar, vai doer muito. Uma dor que não cabe no mundo.


Ninguém precisa entender, ninguém precisa aceitar, todos podem criticar, mas é meu jeito de dizer ao mundo que aqui, dentro de mim, corre sangue e por isso, estou vivo. Pra viver essa mistura constante de sensações que só eu e mais ninguém, pode sentir. 


Cada um tem um jeito de chorar e eu choro assim, encima das palavras, encima da cama, encima de mim, dentro de mim. Um choro tão silêncioso que dá pena.


Hoje queria se abraçado, queria ser ouvido, queria ser cuidado. 
Não há mais o "trancado em mim". Hoje entrei no apartamento, e os livros que escoravam a porta estavam despedaçados, mofados, sem páginas, comidos por insetos que, como eu estavam mortos também.
Tudo se acabou! A cor laranja está cinza, o sol deixou de brilhar e a cidade mais fria do ano está entrando no verão...mas o inverno aqui não passou e nem vai passar.


E a dor lá, brincando no peito de ciranda com todas as outras dores. Pisando e esmagando o coração de alguém que tudo que quer, é amor. Se pudesse comprar eu compraria amor, agora, daria tudo que tenho, levaria toda a prateleira da farmácia...mas não posso. 


Mas não tem.


E nada pode se fazer pra ter, por que não há amor. Tá em falta aqui, pra mim. Sem nem uma resposta de " vai chegar semana que vem!" Não vai chegar.
E quando chego nessas respostas, mesmo me entupindo de chá, me entupindo de remédios e de uma falsa alegria, vejo que tudo que me resta é a dor. De não poder fazer nada para ser amado, ou respeitado. De VER e SABER de tudo passivamente. Sem nada falar.


E hoje eu vi, descobri e doeu, mais do que eu achava que iria doer. Eu precisava ver e saber .


Mas, depois dessa introdução gigante e regada de amargura e tristeza, deixo o meu último poema, minha última valsa, para você.


"Nossa canção acabou de tocar. E você não está aqui para me acompanhar.Todos foram embora e eu me agarrei ao meu traje de festa, alisando meu corpo para me sentir menos só. Todos deixaram o salão, foram pra casa e eu fiquei aqui, como uma escultura num museu, sabendo onde você está.
Nossa canção é tão linda, tão delicadamente triste, pena você não está aqui para dançar comigo. Pena me negar a vontade de dizer que eu posso mudar. Me moldar, caber dentro de você.
Não há nenhum outro passo pra seguir, nenhuma outra pessoa para me tomar nos braços e me conceder a honra dessa dança que eu esperei dançar com você. 
Ouça, amor, o som está se abaixando, os vigias apagam as luzes, ouça os versos finais...por que eu não estou ouvindo mais...meu choro está sufocando a minha audição...ouça amorzinho, me ajuda a ouvir...por que eu não aguento sair daqui, e nem vou sair, enquanto não dançar com você a nossa última canção."

terça-feira, 24 de julho de 2012

Queria me enjoar de você


"...O jeito é deixar doer pra ver se sara..."


Adorei ter descoberto esse grande compositor João Bernardo  e queria compartilhar com vocês essa música linda gravada pela Banda Dinda. Uma das músicas mais fofas que já ouvi e com trechos que causam identificação imediata. O clipe é de uma delicadeza entre amigos, pessoas normais...impossível não se apaixonar!


Pra fechar o dia lindo de hoje, aproveitem.


O myspace do cara é: www.myspace.com/joaobernardo

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vaidade Literária


Me perguntaram hoje como escrevo, com base em que e de quanto em quanto tempo atualizo meu blog.
Não soube explicar. Lendo meus textos antigos e vendo minha regressão e evolução para alguns assuntos, cheguei à conclusão de que só escrevo quando estou machucado, ferido, amando, sendo amado ou triste.
Sempre vi beleza na tristeza e me sinto inspirado quando estou sozinho. O que acontece sempre.


Tenho uma vida muito agitada, sou portador de vários amigos interessantes e tenho o dom de colecionar pessoas queridas por onde passo (amigos, amores...), mas ainda sim, sou só. Não solitário, mas sou só.


Quantas pessoas que eu conheço não saem de casa sem ter alguém pra conversar no meio da rua ou em qualquer outro lugar. Que precisam andar sempre acompanhadas de alguém pra dividir pensamentos e opiniões e eu, sempre tão bem resolvido e sempre tão só. Até quando tenho relações (sexuais ou amorosas) com alguém, me sinto só em um dado momento. Estranho? Me expondo demais? Não!


Isso se dá pela maturidade, pela falta de pudor em tocar em assuntos que uma sociedade mal resolvida tem medo de falar e quando fala, enfeita tanto que até parece fake. As pessoas estão tão plásticas, tão mentirosas...mentindo pra si, sempre se escondendo atrás de sentimentos que não são reais.


Por isso ficar só: ter sim, muito amigos, conseguir ser bem recebido em todos os lugares, mas ainda assim cultivar aquela solidão particular, aquela coisa gostosa de se manter observador e analista onde quer que esteja.
Mas voltando aos meus textos, sim, escrevo para me libertar. Uso o twitter (@maxlimah), o facebook já não tenho mais, e nenhuma outra rede social. Gosto de ferramentas online onde eu possa falar por mim, sobre mim, com minhas palavras. Gosto de expressar o que sinto em linhas, através da minha poesia ou mesmo de um desabafo como este. Minha vaidade literária é bem maior que a vaidade física e me sinto tão bem com isso que as vezes acho que, se pudesse viver numa biblioteca pelo resto da minha vida, seria o homem mais feliz do mundo. Compartilhar pensamentos e dor é a única forma de ensinar uma sociedade que não quer aprender. 


Hoje acordei me sentindo tão bonito! Mesmo que outras pessoas não me achem padrão, acordei me sentindo bonito. Acho que suporto tantas dores ao sair na rua que, quando me olho no espelho, me olhar é o menor dos problemas. Vi que minha beleza independe da cor da minha pele, da minha forma de andar e das minhas escolhas. Tudo tem a ver com quem eu sou, com o que adquiri da vida e das pessoas com que me relacionei um dia.


Tudo teve seu "porque" e até as experiências atuais são ótimas para eu olhar lá na frente e dizer: "Não quero repetir a dose". Neste exato momento, pode não haver sentido algum a foto, pensativo, a luz vinda de encontro ou as próprias linhas que você, caro leitor, está lendo. Mas eu aprendi, que tudo que sei fazer, de melhor, é me expressar...e diferente de muitos, eu jamais, repito, jamais, vou dormir com assuntos pra resolver, comigo.
Eu sou a pessoa mais importante da minha vida, antes de qualquer outra, até porque, pra amar quem quer que seja, eu preciso ser mais do que apaixonado por mim.


E mesmo me achando tão forte em alguns momentos, sou tão pitititinho em outros...que, dá vontade de me pegar no colo...rs. De tudo nessa vida, o que eu tenho mais dificuldade é de me amar. Mas hoje eu acordei tão inteligente e tão feliz, que pensei: Vou escrever!
Então a resposta é sempre essa: Escrevo quando me amo, escrevo quando choro, escrevo quando me amam. Ou quando não me sinto nada amado.
Mas nunca, nunca escrevo quando não tenho nada para dizer, até porque, minha vida significa muito pra mim.


É, mais uma vez, dizendo o que sou...e me abrindo mais pra vocês.


"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever"
Clarice Lispector

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Borboletas



...Se fosse assim, não seria beleza, não suportaria tantas larvas para se tornar rara forma de beleza. Não conseguiria voar pra onde pudesse, não seria tão apaixonada pelo vento em suas asas.  Não seria livre. Não seria linda...tudo precisa de um tempo para se transformar. Pobre do mundo que não aceita essa transformação. Pobre de você que tem pressa...seja como as borboletas.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ausência



Hoje li esse texto, do amado Vinícius de Moraes e pensei:
Como ele pode descrever exatamente o que eu gostaria de dizer, hoje, assim que abri os olhos?

Texto intenso, regado de tristeza só que sem muitas dores. Nos acostumamos com as situações, tentamos até onde dá, mas amor não se cobra...e o que nos resta é a Ausência.

(Só clicar na imagem aí encima).

P.S: Desejo um bom dia, pois o dia só acaba quando fechamos os olhos, mesmo que seja noite!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Só o que me interessa





...Não que eu precise tomar coragem para ir a um show sozinho, mas na terça-feira queria sair só e foi por um bom motivo. Ver o show (delicia!) do Lenini. Fila grande, muita gente desinteressante, mas, o que me interessava era estar ali, vendo um dos meus músicos favoritos.


Passei da idade (mental e física) de ir a show com muitos gritinhos histéricos (não que não tenha acontecido alguns, claro!), de baladinhas eletrônicas ou coisa assim. Hoje, me permito sair de casa só por algo que me interesse, como esse show. 


Algumas pessoas batendo o pé, outras bocejando e outras fingindo cantar a música (tipo, gesticulando a boca e não acertando uma palavra). Um menino do meu lado sai no meio do show reclamando com o amigo pelo celular (é, olhei, sem querer), que não tinha "gatinhas, só coroas". Ri baixinho!


Ah, tinha gente que foi também pra dizer que foi, que é cult, por se tratar de um artista como o Lenini, de poucas falas e de muita, mais muita personalidade musical; Tanto, que durante todo show, uma das meninas (daquelas que sempre tem em todo show...) gritava frenética ao término de cada música: "Luiza, canta Luiza", e o perfeito Lenini levava seu som na sua vibe ignorando totalmente a tal doidinha.


Bem, outra coisa engraçada (e que a maioria das pessoas não aprendem) é que, nenhum cantor da grandeza do Lenini sairia do palco sem cantar uma música de sucesso, sucessão e finalizou, lindamente, com Paciência. Claro que ele deu aquela saidinha marota e as pessoas saíram junto, achando que tinha acabado. Eu, macaco velho de guerra, fiquei lá esperando o orgasmo da noite.


Do show, só não gostei dele não cantando o tema daquela noite "Hoje eu quero sair só", mas de resto, da sonoplastia até o gingado quase desengonçado dele, tudo foi lindo.


[E o saldo da noite também...]


Tá aí, vou sair só mais vezes, e pra shows de qualidade como esse.


#ficadica


"Quem vai virar o jogo, e transformar a perda em nossa recompensa.
Quando eu olhar pro lado eu quero estar cercado só de quem me interessa."

terça-feira, 3 de julho de 2012

Hoje, tudo, do mesmo jeito.



Hoje eu cheguei e estava tudo do mesmo jeito.

As janelas abertas, a cama desarrumada, o seu cheiro indo embora, vazio...
Como se a separação estivesse ali, me olhando e eu, sem poder enxergá-la.

Tudo pelo chão como quem tem pressa de deixar (e ser deixado). Tudo indo embora, como o silêncio, o desprezo, as horas...tudo indo embora.

Podia escutar meu coração batendo, ecoando o som o sangue correndo nas veias. Um silêncio de quem decide deixar o amor que por ventura pudesse abrir os olhos e nascer.

Hoje eu cheguei e o quarto estava do mesmo jeito, porque você me deixou sem avisar...