segunda-feira, 9 de abril de 2012

Amor... (?)





Às vezes as coisas parecem tão estranhas e confusas que mal dá pra assimilar o certo do errado, o bem do mal, o carinho do amor. Aliás, o que é amor? Eu não sei.
Não sei se essa vontade de chorar é amor. 
Se essa vontade de fugir é amor.
Se esse lance de querer se esconder dentro do quarto é amor.


Acho que não é!!! Porque o amor é aquele sentimento que não precisa de sexo, que não precisa de horas no telefone e nem de qualquer outra coisa voraz...é só amor.
Vontade de cuidar, de ter por perto, de sorrir, de enxergar o mundo nos olhos do outro alguém...
O amor é doce. Não é amargo. Não é o que eu tô sentindo (Não, não é...).


Outro dia estava eu tentando cortar os pulsos, arranhando o azulejo do banheiro e gritando pra mim mesmo: "Não é assim, não pode ser assim", e morri gritando isso. Por cinco segundos, mas morri.
Foi uma sensação de desespero que eu nunca pensei que pudesse passar outra vez. Foi aquela ida no poço sem caçamba pra voltar. Não dá pra classificar isso como amor!


Esse amor que os livros contam acabam sempre com finais que não se aplica ao meu livro. Que não precisa chegar a ultima página para eu saber o final.


Pensei em correr, pensei em sumir, só pensei e cheguei a conclusão que...é isso! 
Correr do amor, dá um perdido nele e fingir que não existe. 
Quando a gente faz isso é bem mais fácil do que ficar procurando, olhando, se perdendo nas palavras...
Eu sempre fui aquele da teoria "O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM O CORAÇÃO NÃO SENTE", e é isso! Simples assim! Abandonar a tristeza, deixar a alegria ir se "aprochegando".


Ao contrário do mundo, eu sei lidar com meus sentimentos. Eu admito quando estou amando, mas também admito quando estou me iludindo e admito deixar o motivo e alvo do amor ir embora.
A gente passa anos da vida achando de tem controle sobre tudo e na verdade não tem controle de nada. Se eu tivesse controle, estaria agora calado, na minha, sem mencionar se quer que estou sofrendo. Mas meus olhos não conseguem mentir.


Às vezes as coisas parecem tão estranhas e confusas que mal dá pra assimilar o certo do errado, o bem do mal, o carinho do amor. Aliás, o que é amor? Eu sei.


É amor, sempre foi, sempre vai ser, mas a melhor parte é quando você consegue administrar esse amor, como se fosse um menino de 14 anos que fica trancado no quarto ouvindo músicas que os outros meninos não gostam e sonhando em conhecer o mundo sendo algo que seus pais nunca o deixarão ser. 
O amor sou eu.


A realidade também sou eu. E a vontade de chorar agora, sou eu mais ainda...


(é isso, só um desabafo...)