terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mudanças



2013, ano das mudanças!

2012 foi o ano em que mais regredi e amadureci numa proporção tão grande,
mas tão grande, que definitivamente posso me rotular "essa metamorfose ambulante"!


...mas a casa se transformou em uma grande festa, (estranha e com muita gente esquisita) e no final, quando todos foram embora, eu estava lá. Limpei toda a sujeira e encaixotei o que restou e estou em frente a ela (a casa) esperando uma caminhonete passar e me dar uma carona. 
Destino? Não faço a menor ideia, mas tenha certeza, será longe...bem longe.

E é tão bom encaixotar coisas, porque algumas vão direto pro lixo e outras ficam guardadas para ser recordadas, tocadas, toda vez que a nostalgia vier bater a porta. E gostar, e olhar, e olhar de novo e desgostar uma segunda ou terceira vez.

A vida e essa mudança de tempo, de atitudes e de pessoas.
Saibam que nessa mudança, nas caixas, não se encontra nenhum tipo de mágoa.Talvez uma leve melancolia, não minto, mas mágoa, jamais.

Essa metamorfose ambulante, se transforma em tudo, menos em fumaça negra. O coração do homem é uma terra sem lei e quando se precisa colocar ordem, tudo fica melhor.

Precisamos passar por coisas ruins, para se transformar em coisas boas, em um futuro sem culpa, de pessoas sem culpas. E essa é a parte boa de viver. Conseguir aprender com as experiências.

Todas as experiências ruins passam e as boas também passam, mas é preciso abandonar a casa nas duas ocasiões. Saia antes da festa acabar.

Abandone sua casa em 2013. Pegue tudo de ruim (e bom), ponha dentro das caixas de papelão e leve para a rua. Você pode voltar pra casa limpa, reforma-la ou sair e esperar a carona passar, como eu, mas não deixe de fazer algo.

A mudança, pra mim, é a reencarnação pra alguns.
Podemos viver coisas diferentes sempre... morrer de olhos abertos, quem disse que não? Tudo numa única vida!

E agora vem a notícia chata: O "DIA DE NOVEMBRO" VAI COMIGO NESSA CAIXA DE PAPELÃO. É, a parte das coisas boas que vão pra caixa? Me referi a ele também! 
Foi uma das melhores experiências em três anos que tive! 
Sempre me senti solitário e tão vigiado aqui e agora me sinto...livre. Sem medo de nada e nem de ninguém. Minhas linhas são tão minhas que ninguém nunca vai tirar essa liberdade linda que tenho de falar do que sinto, do que penso, e que conquistei com o amadurecer dos meus dias.
Preciso colocar meu blog nessa caixa também. Ele não vai pro lixo, claro que não, vai comigo pra onde eu for!

Bem, feliz 2013 pra vocês que sempre me acompanharam com mensagens de carinho. Amigos, amores, família, todos. Obrigado por fazerem parte de momentos na minha vida.

O amor, nunca vai embora...nem a poesia. Só passa por transformações, como qualquer coisa na vida!

Beijos


domingo, 25 de novembro de 2012

Começo e meio.




Oi queridos,

Hoje é um dos últimos dias de novembro e gostaria de compartilhar com vocês,não aqueles textos enormes e solitários que eu sempre postei e posto, mas um texto que vai estar em um dia muito importante (e próximo) da minha vida.


"Você está pisando num lugar de amor.
E por favor, respeite! É um lugar sagrado!

Um lugar onde se ama desesperadamente, mas sem pressa;
só é desesperado por que há urgência é de amor e não de
qualquer coisa de qualquer pessoa. É de afeto puro.

Aqui irá nascer filhos, histórias, cairá cabelos e dentes.
terá cerquinha, galinha, flores e muito coco de cachorro.
Se desenhará um sol enorme nesse chão em dias de
chuva, onde crianças irão brincar.
Se roubará frutas, vidas se iniciará aqui.

Frutos e corpos se abrirão nesse lugar.

Portas irão escancarar-se mediante à palmas como se
enunciasse a estréia de um espetáculo (e será!).

Aqui começa a história de duas pessoas que vão
frutificar esse sentimento, levando-o as alturas
e tão alto, e alto que...tocou os pés de Deus.

Pés que hoje toca esse lugar o batizando de
lugar de amor.

Portanto, cuidado ao entrar, você está pisando
onde os pés de Deus tocou, em meu lugar de amor."


Interpretação livre!!! Boa segunda pra vocês!!!

Há de Haver.



Há de HAVER, amor.

Em algum canto se encontra um ponto com duas irmãs, lá há de haver amor.

Continuidade, infinidade, reticencias de amor.
Onde não há medo e nem privilégios, só um poço, onde nesse poço a caçamba
trás amor. Límpido, claro, sem pedaços de folhas secas.

Há de HAVER, casamento.


União de duas palavras sem hífen para separar, lá há de haver casamento.

Cotidiano, problemas, soluções para uma vida a dois.
Onde não há choro e nem separação. Egoísmo e nem distração com um perfume
novo, um cabelo penteado ou um olhar diferente, só cumplicidade.

Há de HAVER, alegria.


Daquelas que findam uma situação com força, madeira no chão,

ou uma bola de boliche no gesso. Ponto.
Convincente, verdadeira, simples alegria.
Onde só há sorrisos, com os lábios, com os olhos, mas ainda sim,
sorrisos...de verdade, nunca de mentira.

Um dia, há de HAVER vida.

Composta, por essas três etapas acima. Sem conotações nenhuma, só vida.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Symmetry



Sem mais! Lindo vídeo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Malas Prontas


♫ Ler ouvindo: Iron e Wine - "Love and some verses" http://zip.net/bnhSLX



O Adeus! A chegada!

A gente e essa coisa da transformação,
do "todo dia..." sendo diferente do dia
anterior, mesmo que o tédio e a rotina nos
mostre o contrário disso.

Já parou pra pensar no quanto viver é estranho
(ou divino)?

Parado, milhões de coisas estão acontecendo ao
seu redor sem que você perceba.

Vivemos uma grande viagem todos os dias
mesmo fazendo o mesmo percurso. 
Saindo de casa pra trabalhar e seguindo o mesmo curso.

Sempre vai haver um trem trazendo algo novo,
uma janela nunca vista, um vento forte ou fraco,
as passagens...

Sempre vai haver alguém levando malas, juntando
coisas...perdendo sonhos e plantando esperanças...

Essa transformação diária é um exercício dado
por uma força superior que esquecemos
de preencher e perceber todos os dias.

Não fazemos check-in pela manha e deveríamos.

A qualquer momento o futuro baterá em nossas
portas e se as malas não estiverem prontas, 
perderemos a melhor fatia da vida.

Boa Viagem!




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

I Remember


Eu me lembro de tantos cheiros e gostos e os mais variados gestos das pessoas. Me lembro que no quintal da casa da minha tia, perto do poço, uma areia fina e clara aninhava meus pés e quando eu as tirava do lugar com minhas mãos, brotavam veias d'água. Essa é a imagem mais linda da minha infância, e a mais triste, porque eu sei que muita coisa não vai voltar. 

No fundo nem quero que volte, apenas quero que fique aqui, dentro de mim, pra sempre. Me lembro do sorriso da minha mãe quando me viu voltar a vida depois de uma das minhas inúmeras convulsões, do meu pai dizendo eu te amo pela primeira vez na minha adolescência, do nascimento da minha sobrinha e da volta da minha irmã depois de um tempo morando na capital. Tantas coisas importantes nascem todos os dias na minha vida, tantas pessoas importantes surgem e outras tantas vão embora. 
Nada mais justo que amar e viver intensamente cada um desses momentos sem se importar com as lembranças por que, todas elas, no fundinho, tem a sua parcela de importância. Se todos os dias fossem coloridos, tudo seria tão sem sentido. A vida é composta de emoções diárias, no meu caso, uma aventura. Nunca sei de onde virão as facas ou as flores. Só sei que eu me arrisco todos os dias pra viver essa coisa chamada FELICIDADE.

Nasci feliz, morrerei assim, feliz. Com o que eu sou...me amando mais e mais a cada dia.
Depois de tantas coisas lembrar...resolvi, já que estamos prestes a entrar no mês de Novembro (inspiração para o nascimento deste blog), postar em um único clip, um pouco do que eu sou. Alegre, insone, triste, feliz...animado...depressivamente consciente... esse turbilhão de sensações que você pode se permitir conhecer. 

Nada bonito, tão normal, alguém comum. Da trilha sonora até as gravações, tudo tem a participação e a ajuda de pessoas queridas. É uma visão tão particular das minhas coisas que gostaria muito de dividir com vocês, em comemoração a esse blog que pra mim é um diário perdido na areia "esperando que você me leia". 

Obrigado a vocês amigos, pessoas desconhecidas, que estão sempre lendo e procurando conhecer o meu infinito particular.

Espero que gostem! Beijos






sábado, 13 de outubro de 2012

Tantinho


Hoje acordei numa linda manhã de sábado, disposto a tanta coisa, a tomar um sorvete, a fazer um acordo com meu coração: "olha, se você sobreviver a isso tudo, no mês que vem eu vou te dar dias bem melhores que hoje, fechado?" Ele aceitou e por causa disso vou postar aqui um vídeo pra curar! Descobri essa música linda pela madrugada e queria compartilhar com quem ainda não ouviu! Não quero que achem que é triste, pq não é! Fala de um amor correspondido e os amores correspondidos são os mais lindos!

Bom dia pra você que acredita em dias melhores.

P.s: meu vídeo está a toda, amanhã teremos as últimas filmagens!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Onde é que o nosso barco foi desaguar...



As palavras são desnecessárias diante desse vídeo.
Uma forma clara de dizer que o que estou sentindo...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em nome de Rosa




O sol não veio hoje e eu sinto muito Rosa! 
Sinto deixá-la só! 
Sinto deixá-la perfeita e vermelha e só! 
Não veio as coisas do vento e nem as nuvens trazidas pelo tempo. 
Há apenas um azul do céu que não é meu, que não me cobre mais.
Sabe Rosa, não consigo regá-la! A chuva que enchia o regador pela manhã foi embora também. Levada pelo tempo, aquele velho e desconhecido tempo que trazia nuvens que não fazia das suas pétalas velhas secas e nem as mudava de cor. Ficaram as pessoas, as montanhas imutáveis, as pessoas que só fazem adimirá-las e não mais eu.

Sinto não cuidar dos seus espinhos, sinto não me importar mais com o que brotou. Os espinhos novos me ferem e não posso mais me alimentar do sangue que me deixou nas mãos.
Sinto muito Rosa, mas me vou, procurarei outros jardins e outra Rosa, para o bem dos seus espinhos e da sua perfeita cor!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Anjos




Eu sou pacífico e você é atlântico. 
Sou a menina dos olhos de Deus e você,
o menino dos olhos do outro.

Giramos paralelamente sem nunca encostarmos, 
pois, caso ocorra, nasce ali uma grande tempestade. 

De lágrimas, de destruição.
Dois anjos de beleza infinita que nunca podem se ver, 
cegos perante a luz dos céus.

Um maldito, o outro bendito.

Benditas criaturas nascidas do ar e das cinzas. 
Malditos destinos.

Criados sobre as leis dos homens, amamentados
pelas tetas dos mesmos.

Viciados no erro da terra, mortos pela maçã do pecado.

Vivos para sepultar um ao outro, 
mortos pelo amor que não nasceu.



Pintura: Bouguereau

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O céu




A vida é linda, ok! Concordo!
Mas estou pronto para morrer.

Acredito que quando tudo já foi visto, tudo já foi vivido é a hora de morrer!
Mas nem falo da morte física, porque algumas pessoas vivem em putrefação, mas falo da morte que pra mim, é uma espécie de vida!

Uma vida sem sentido, sem cor, sem gosto. Uma vida de outras vidas não merece ser vivida.
Pode parecer complexo, mas o que deixa o ser humano (alguns) perplexo é a continuação de uma vida que já morreu faz tempo. 

Uma flor morre para nascer ali, jardins com novas flores. Uma criança morre quando se depara com a malícia. Um homem morre quando se depara com a maturidade (ou não).

A morte não tem dois caminhos. E afirmo, sim, que é possível morrer para muitas coisas, entre elas, para a vida que se leva.

Todos os dias, nas ruas, do meu lado, me deparo com mortos que persistem em viver e que pra minha surpresa, gostam de viver assim! Mas insistem. Perdendo todos os dias parte da coisa mais linda que Deus pode dar: o corpo, as veias, o sangue, o ar.

Sempre falo da minha linda ligação com as borboletas e nessa noite entendi o sentido da morte delas. É uma transformação. Pra uma coisa melhor, mais livre, mais bela!
Por que insistir assim em viver pelo chão se a opção mais perfeita é o ar? 

Que possamos morrer então!

Eu decidi morrer (antes que me matem! Rs...). O céu tem mistérios lindos, é azul, mesmo que refletindo algo, ainda sim é o céu azul das histórias. 
Céu de santos, de Deuses, de pássaros. Ainda sim é o céu, o mais alto que podemos tocar.

Fomos criados entendendo que a bondade vem das alturas e é pra lá que eu quero ir. Pra um campo reservadamente verde, para uma água realmente pura. Para onde algumas pessoas não podem seguir.

Pode ser pintado, pode ser desenhado, pode ser com mato ou apenas areia, mas eu quero pisar lá. 

Não há nenhum tipo de tristeza nesse texto, nessa vontade, é apenas uma alegria absurda em saber que as pessoas que merecem o céu são aquelas que lidam com a verdade da vida.

Pra que construir mentiras, escândalos, tristezas e vergonhas se o caminho é tão simples, basta calçar algo para proteger os pés e ir.

Nos dias de hoje, a morte física já foi decretada, conjurada. Apodrece quem quer e pra chegar onde quero não vale arranhões, chupões e nem machucado algum. Nascemos perfeitos e até quem não nasce perfeito ainda sim, tem a perfeição no olhar, na forma em que vê cada coisinha no mundo.

O céu, aqui descrito, pode ser uma casinha velha num canto longínquo do mundo, pode ser uma rede na varanda de alguém que vive de amor ou mesmo o céu que você ouviu falar por toda sua vida.

Mas o meu céu, o meu cantinho, esse é onde eu quero estar. Desenhado, pintado por mim, não importa...

A cada dia vejo que estou mais perto dele. E a melhor parte, é que vou sem mochila para levar.





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brinquedos que não se fabricam mais




Alguns loucos dizem que é necessário crescer para ser feliz. Outros, sábios, dizem que a felicidade está nas coisas mais simples da vida...como andar descalço pela casa dançando ao som de uma música bem retrô.

Visitar lugares difíceis de voltar...bater papo com pessoas bem mais velhas que você e se deliciar com as histórias bem mais antigas que as suas. Sorrir para uma criança (e o mais gostoso, receber um sorriso de volta). 
Pedalar de bicicleta no meio da chuva, deitar na grama verde num domingo à tarde e adivinhar as formas das nuvens que brincam de esconde-esconde com o sol.

Alguns brinquedos (e brincadeiras) se perderam no meio dessa enorme bagunça que é o quarto da vida de cada um. Não há mais a inocência em se permitir chorar de rir de um comentário qualquer, de uma imagem qualquer.
Ninguém brinca com as coisas lindas que a inocência proporciona.


As brincadeiras foram substituídas por contatos bem mais intensos do que mãos dadas em uma enorme ciranda.

Os sons de gritos foram substituídos por gemidos (de dor, de prazer) e as músicas falam de coisas que, às vezes, não consigo decifrar (por não entender mesmo). Os brinquedos ganharam formas arredondadas, cilíndricas e os doces, não estão na boca de guris.

O mundo não gira mais como um pião nas mãos de um menino livre. Gira em torno das pessoas que só pensam na sua própria brincadeira ou em brincar com as pessoas. Uma brincadeira que não envolve risos verdadeiros, cheiro de terra e muito menos tinta nas mãos.

Bom saber, que para algumas poucas pessoas, o mundo está exatamente como deveria: distante da maldade alheia, distante da reprovação e distante das coisas pequeninas que a vida esquece de retirar do caminho (os primeiros passos).

Há brinquedos que não estão na prateleira das lojas, que não estão nas gavetas, mas ainda sim, estão guardados em mim. E todas as vezes em que sinto a necessidade de usá-los (quase sempre), dou-me de presente esse momento de contemplação, onde quer que esteja e com quem esteja.

A inocência, independe da idade...é atemporal para quem se permite um pouco Peter Pan ser...



Fotos: Arquivo Pessoal em 09 de Setembro - Serra da Bocaina RJ/SP

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Alegria



Muito prazer, eu sou a Alegria.

Àquela que se esconde no riso da lua
que ao deitar, consegue dar bom dia ao seu
amado e desconhecido sol.

Sou aquela que habita nos olhos do pai
que consegue interpretar o sorriso do filho
em dar os primeiros passos em direção
as suas mãos.

Sou a chegada do amor inesperado
e a partida de alguém que precisa ir.
Sou apenas a alegria...

De muitas amigas, companheiras de vida.
Da chuva no sertão em tempos de seca.
Da primeira visão de um cego e solitário
amor encoberto.

Àquela que está no começo dos dias,
parceira da esperança e da certeza...

Sou apenas a alegria...

domingo, 2 de setembro de 2012

Depois

 
Depois de sonhar tantos anos, de fazer tantos planos de um futuro pra nós
Depois de tantos desenganos, nós nos abandonamos como tantos casais
Quero que você seja feliz!!! Hei de ser feliz também...

Depois de varar madrugada esperando por nada
De arrastar-me no chão em vãotu viraste-me as costas, não me deu as respostas que eu preciso escutar...
Quero que você seja melhor!!! Hei de ser melhor também...

Nós dois já tivemos momentos mas passou nosso tempo, não podemos negar
Foi bom! Nós fizemos história pra ficar na memória e nos acompanhar.
Quero que você viva sem mim, eu vou conseguir também!

Depois de aceitarmos os fatos vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém.
Meu bem! Vamos ter liberdade para amar à vontade sem trair mais ninguém!Quero que você seja feliz!!! Hei de ser feliz também...
Depois...



Hoje, um belo dia de Domingo, pude ficar em casa, pensando e ouvindo essa música por milhões de vezes. Acho incrível como alguns compositores podem falar ao coração e contar histórias que se repetem como muitas e muitas. Música, às vezes, move boa parte das emoções que nós sentimos e não sabemos expressar, na hora em que queremos ou precisamos. Linda composição, linda história, diz muito!


Ouve aí:http://www.youtube.com/watch?v=vJWkWyJPFew

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Peace

"Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"


É o que desejo hoje para tantas e tantas pessoas, amigos e amigas, irmãos e irmãs...paz. 
Paz para seguir o seu destino, para realizar sonhos (calma!), para esperar o grande amor.
Paz para entender que as coisas não são da forma que queremos ou precisamos no momento
em que achamos que é o correto.

Sou daqueles que odeia clichê, frases feitas, mas hoje é tão claro que preciso de paz pra
evoluir que desejo o bem que quero para mim a todos que aqui passam. 

A chuva está passando e leva o tufão que arrancou os meus pés do chão e me jogou em um outro lugar, bem melhor do que estava antes.

great weekend

:)

sábado, 25 de agosto de 2012

Liberto em mim


Hoje a pilha de livros atrás da porta caiu.

Todos os velhos livros, as velhas histórias com final feliz cairam no chão. Fazendo um grande barulho e rompendo o silêncio do velho e mofado apartamento. 

O menino que antes tinha metido o pé na porta, não precisou ficar na ponta dos dedos para sair de lá, simplesmente soprou.
Soprou e causou o maior barulho já visto naquele santo lugar. Barulho forte o suficiente pra acordar a todos e inclusive a mim que me mantinha calado e trancado junto a ele.

Não há mais barreiras contra a porta e eu, na minha sábia tristeza o deixei dar os passos mais longos já dados em sua vida, sua humilde e insignificante vida.

Não há mais medo em seu olhar e se há, não tem como transparecer. O garoto está cego demais na sua maturidade para conseguir entender os dois lados da vida. Não há dois lados para ele! Há apenas um caminho, o que ele quer seguir.

Suas mãos não cabem nas minhas, não por serem pequenas, mas por serem grandes demais a ponto de querer tocar o mundo de uma forma que ninguém nunca tocou.

Todas as feridas estão abertas, todas as chagas estão sangrando e a melhor parte é que doi. Ainda. Melhor por que enquanto houver dor, há redenção e enquanto houver redenção sempre haverá perdão.
Olhando pelo espelho do quarto e abrindo as janelas que serviram de cena para um amor doente, senti a presença forte das borboletas como em chuva...uma chuva de todas elas entrando e multicolorindo todo o quarto, toda a vida...

Transformações fazem parte dos meus dias, todos, algumas boas, outras não.
Transformações que denunciam etapas cruciais. 

Nunca um colibrí cantou por cantar, nunca uma flor deixou de se abrir na primavera por preguiça e muito menos Deus deixou de ouvir uma oração por que "não-é-problema-meu"!

Os "porquês" estão aí como livros abertos para serem degustados pela dúvida...para serem invadidos como em um ato sexual permitido por dois corpos. Para ser exclarecidos. Bem resolvidos.
O que é simples hoje, como abrir a porta, pode não ser amanhã e o medo é apenas um brinquedo que não tem.

Cachorros na coleira são bravos, longe delas, são livres. Pássados na gaiola não cantam e se cantam é um lamento...sofrido, triste, amargurado...como o canto dos escravos nas senzalas, desesperados.
Desespero.

O silêncio tomou conta do apartamento. Não há mais luz, não há mais felicidade...aquela que já nunca existiu. Restou a pilha de livros que, com o vento está indo embora...como páginas escritas por velhos sábios. O mundo se desfazendo e as histórias também.

Não há mais referencial, há o "caminho a seguir".

E a câmera em close distancia-se do meu rosto sorrindo, chorando, abraçado em mim, me acariciando pelo fato de estar ali e morrer ali. Em meio a pó, folhas secas e ...páginas. 
Umas escritas, outras rasgadas, outras em pó.

Mas não se morre duas vezes num mesmo lugar. Muita coisa já havia morrido. A confiança, a certeza...o próprio amor.

Acredito que a melhor coisa a se fazer com o amor doente é curá-lo. Para que, bom, ele se transforme em outra coisa, em outro momento.

O amor não morre, ele é como as borboletas, precisa se fechar em um silêncio profundo e concentrado para que possa radiar em lugares altos e distantes.

O menino não vai mais voltar...ele foi embora, não deixou nada para trás, nem o amor,  que por mim, nunca sentiu. Mas deixou o bem mais precioso que uma pessoa como eu poderia ter: Amor próprio. Uma vontade louca e incalculável de seguir uma outra história, com outros personagens e com outros livros.
Não iremos mais nos ver, os caminhos são diferentes demais para serem seguidos juntos. Mas iremos entender que na vida, tudo passa, inclusive a saudade. Agora você, que lê deve dizer: Nossa, a Saudade!? - Sim e por que não dizer que a saudade passa? A imagem dele, por exemplo, se funde com a luz da porta, tomando suas costas e o deixando longe da minha retina e dos meus pensamentos.

Um bandido não sente saudade da prisão.

Sem mentiras, sem tristeza e com alguns momentos de alegria. Porque a alegria por si só é a palavra mais bonita que já ouvi depois de liberdade.
Diga baixinho (ou alto): Alegria... (impossível não fechar os olhos e não sorrir).
E é isso que eu desejo para esse velho escritor: Alegria!

E a vida continua...sabemos que a melhor parte do "felizes para sempre" vem quando o livro acaba, por que a imaginação cria os contos que a gente quer criar. Fantasia o que quiser e a fantasia fora desse apartamento é a melhor coisa da vida. Enquanto se sonha, se vive e enquanto se vive, se pode respirar.

Agora as borboletas se foram, agora a luz vem entrando de mansinho, ganhando um espaço novo. 

Agora eu sorri. 

O vento veio forte varrendo tudo, inclusive a saudade, levando os cheiros e os gostos da mente e eu hoje, vendo que as chaves se perderam posso entender perfeitamente o porque ele não está mais trancado em mim.

FIM 

(desse capítulo...rs)

Pra ouvir lendo: http://www.youtube.com/watch?v=Y9s_W9zVFnc

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Carta ao filho de Chico


Ao filho de Chico, meu eterno amor.

Ao homem que fascina a noite quando nela cavalga, minha devoção.

Ao moço moreno, que as putas encanta, que seduz suas santas e inveja seus iguais, meu tesão.

Aos olhos mais sorridentes que, em retribuição, ganha os meus; molhados, cansados, apaixonados.

Toda lira nos lábios, convincente, atraente, atrativo, cansativo e errante. Um vício constante...

Embriagado! Inebriante!

A ele o pôr-do-sol que o alimenta, o sereno que o banha e o paletó que o protege.

Toda proteção, da igreja à mandinga, dos santos aos orixás...
Todas as guias e giras a ele...toda reverência.

Ao filho de Chico, de Chiquinha e de todos os outros, meu amado, meu amor...

...Mesmo que errôneo, o mais secreto, sagrado e particular amor.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Hoje eu passei batom vermelho!




“Pode falar que eu não ligo, agora amigo (s) eu to em outra, eu to ficando velha, eu to ficando louca”

Podem falar o que quiser, que gasto demais, que mudo demais e que vivo no mundo da lua. Podem falar de mim...aliás, podem nada.

CALA BOCA!

Quem paga as minhas contas? Não peço para ninguém fazer nada para mim. E nos meus momentos de solidão não saio ligando pra todo mundo só pra me sentir menos sozinho, mesmo numa multidão.

Sabe qual é o grande problema do ser humano? Se preocupar muito com a vida das pessoas e esquecer que a vida delas pode ser tão interessante quanto. (aliás, até mais!).

Nunca fui de depender de ninguém para sorrir, ainda mais agora que estou “envelhecendo” e aprendendo que as melhores coisas da vida é estar só.

Sozinho você pensa, sozinho você nasce e morre.

Os amigos são fundamentais, mas hoje, encontrar um amigo, amigo mesmo, é quase uma artigo de luxo no meio do lixo: Raro demais!

E eu não sou garimpeiro! 

Por isso que estou optando por sair cada dia com uma pessoa diferente, ouvir histórias, ou conhecer gente desconhecida, sei lá, sentado na pracinha de uma cidade que nunca visitei.

Esse tipo de exercício acaba sendo a análise que você não pode pagar. Toda troca é algo generoso demais. Use isso a seu favor. Vá atrás de coisas e pessoas que possam acrescentar na sua vida. E deixe a vida de pessoas que, como eu, gostam do que é bom, em paz.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Janta



Hoje à tarde, quando coloquei os nossos pratos à mesa, deparei-me
com a sua presença “ausente” (?)

Olhei para o lado, sorri e fechei os olhos.

Vi-a correndo em direção ao verde que contrastava com o amarelo do sol iluminando seu vestido.

Tão linda...tão menina, tão mulher, tão livre...

Vi que a sua ausência queria ir embora e foi.

No entanto, danada e infantil (esquecida), deixou para trás margaridas, lírios, rosas, todas espalhadas pelo chão exalando seu cheiro abaixo dos meus pés.

Por sorte, amo as flores, por sorte, amo você!

Por sorte você esqueceu de ir embora (ou não quis ir por completo).
Sua ausência me olhou e sorriu, e lentamente deitou-se no verde da grama...misturando todas as cores, como em um pote de tinta multicor.

E pelos seus olhos o arco-íris nasceu e assim surgiu a promessa de que você nunca iria acabar em mim...

Abri os olhos e voltei com o seu prato à mesa. Comer com você e jantar sem você é o meu maior alimento.