quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sem hora e nem lugar



O poder de fazer uma cama andar é um gesto pervertido de reverenciar a indecência, a falta de vergonha de não ter medo de se render ao corpo.
Quem tem medo de se apaixonar não sabe viver. Viver o ato profano, o total desrespeito as regras impostas a uma sociedade que...não se entrega, não sente dor, não trepa.
Os quadros tremem, o suor escorre pelas costas morena deixando marcas nas paredes. O corpo ameaça chorar...toda musculatura cresce, veias ressaltam parecendo percorrer a carne como um trem desgovernado, apitando sem freio, numa velocidade tal que aterroriza uma cidade inteira (ou o quarto ao lado).
O desespero vem a tona, a vontade de se render e o desafio de não entregar ao outro a vontade de morrer ali. Os olhos...ah esses olhares que rasgam a alma com agressividade sem igual.
Mãos que entram na carne, carne entrando na carne...carne que sangra.
Gritos que arrebentam a garganta e se desprendem da boca.
Nada se compara ao prazer de amar sem pudor...nada se compara ao fato de entender que quando se quer, não há limites para hora e nem lugar.