segunda-feira, 25 de abril de 2011

Teto do meu quarto



Hoje eu acordei mais cedo e fiquei olhando o céu do meu mundo (Teto do meu quarto) e fiquei perdido em uma imensidão de estrelas mortas...não as vejo brilhar por esses dias tão tristes e de tanta dor. Veio a mente pessoas que eu deixei partir, que me deixaram aqui, amigos que foram embora e amigos que eu achei que fossem amigos (mas que não eram...). Fiquei pensando...
Por que o ser humano deseja o mal do outro? Por que a inveja insiste em ser presente? Tenho sofrido muito com isso...um desejo vale mais do que mil feitiços, uma decepção vale mais do que mil enganos. Onde está a verdade nisso tudo? Onde está o correto? No mundo de hoje, não sei responder...só tenho que me "curar" e fazer o melhor para honrar meu compromisso com Deus e comigo e o resto, que fique por lá...
Que morra em sua amargura e em seu desespero. Sim, porque quem não acredita no seu próprio talento e se preocupa com a vida alheia, amarga uma dor bem maior do que a minha hoje. 

Estou com saudades dos dias em que a minha unica obrigação na vida era brincar no grande quintal da casa da minha tia, onde se corriam veias de água por debaixo da terra (sentia meus pés molhados) e eu podia olhar nos olhos das outras crianças...era honesto.
Sinto muita falta de um mundo honesto para criar o meu "quando"...sinto falta do olhar nos olhos das pessoas. Sinto muita, mas muita falta de ser criança. Sempre falo aqui: "crescer é uma tarefa pra poucos..." alguns conhecidos brincam de ser adultos e sofro por não saber onde  minha criança está.

Hoje eu acordei mais cedo e fiquei olhando o céu do meu mundo (Teto do meu quarto) e entendi o motivo pelo qual todas as estrelas dessa imensidão estão mortas...