terça-feira, 22 de março de 2011

Meu pequeno "quando"



Todos os dias ao acordar, fico me perguntando quando?
Fico me cobrando esse quando que nunca chega.

E com o passar do tempo aprendi a querer essa resposta apenas ao amanhecer.
Quando se é jovem se quer respostas rápidas pra tudo e eu, hoje, aprendi que as respostas
precisam de tempo para serem entendidas. Talvez eu pergunte demais e ouça de menos. Talvez o "Quando" já foi respondido e eu estava ocupado demais perguntando e acabei nem ouvindo.
Esse "Quando" não deve ser a minha vontade, deve ser a espera do tempo.
Tempo pra me recuperar, pra me satisfazer, tempo pra esperar acontecer o que espero desde o momento em que comecei a sentir tudo que aqui dentro bate e pulsa.

Não vou poder gerar uma vida, mas posso senti-la pulsar pelas minhas veias. Eu sinto esse amor chegar. E talvez seja essa resposta de todas as perguntas. É amor demais pra guardar.
Chego a sentir o cheiro da pele fina...meus olhos se enchem de lágrima só em pensar na forma em que serei olhado. Vai ser a primeira vez em que vou poder ser amado de verdade (talvez seja a primeira vez que vou amar) e isso tá tão forte hoje.

Quando acordar amanhã, espero que meu "Quando" seja substituído pelo "como"...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu não quero voltar sozinho



Mais uma vez fui surpreendido por um daqueles filmes que te fazem suspirar.

"Eu não quero voltar sozinho" pra variar é um dos grandes que não vão passar despercebidos pelo meu Blog. Dirigido por Daniel Ribeiro, estreou em Julho de 2010 no Festival Paulínia de Cinema onde recebeu 3 prêmios de melhor filme: Júri Oficial, Júri Popular e Crítica.

Bem, a ficha técnica deixo por conta dos anunciantes, quero mesmo ressaltar a importância de filmes como esse, que de uma forma sutil trazem como tema o amor na adolescência. Retratar o sentimento entre os meninos, Léo (Ghilherme Lobo) e Gabriel (Fabio Audi), sem aquele estereótipo vulgar ou caricato, transforma o curta em uma história simples, rápida e tocante. Só vim aqui mesmo pra postar, pois filmes como este, que não caem em conhecimento público, merecem divulgação para que eles possam exercer sua função social e cultural em uma sociedade que ainda vê o homossexualismo como uma forma de perversão (e estamos cansados de saber que não é). Espero que, como eu, possam ver com os olhos da alma e entender que, para o amor, não há nenhum tipo de barreira.
E isso não acontece apenas nas telas...