terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dias de Neruda


Há algum tempo venho descobrindo que os livros contam muito mais do que simples histórias. Isso porque passei a olhar a literatura, a poesia, os contos, de uma forma que só o amadurecimento pode lapidar.
Pois, vim aqui hoje prestar uma breve homenagem ao grande poeta: Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, conhecido por alguns (e bons) de nós Pablo Neruda, psêudonimo adotado através da junção de nomes de grandes poetas que ele admirava na época.
Neruda nasceu no ano de 1904,
em Parral, no Chile e morreu (fisicamente) em 1972. No entanto suas obras são lidas e admiradas por quem se importa e gosta do ar solitário, amado e romântico do autor. Como Garcia Lorca, Florbela Espanca e poucos outros que fazem parte das coisas que gosto e preciso ler, Neruda ganhou por esses dias parte fundamental das minhas manhãs, tardes e noites. Voltei a escrever poesias lendo-o...mas não vou postar hoje, ainda estão no rascunho. 
Deixo uma tira, escrita a punho por mim, dele. Enjoy...belos dias de Neruda pra vocês! #ficadica

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

As horas





Hoje, venho para postar uma foto legenda da minha madrugada.
Geralmente é dessa forma que celebro o cair do sol, fazendo um ritual
particular e me concentrando para o dia que se aproxima.


Deixo com vocês a música tema da minha madrugada. Ouçam a versão com a participação da Maria Bethania, a letra e melodia é de Orlando Moraes, se chama, "A Montanha e a chuva". Feliz 2011.



Eu queria tanto lhe dizer
Da minha solidão, da minha solidez
Do tempo que esperei por minha vez,
Da nuvem que passou e não choveu...
Minhas mãos estão no ar
Como aeroporto pra você aterrizar
Também sou porto, se quiseres ancorar...
Sou ar, sou terra e sou mar...
Eu tenho a mão e você tem a luva,
Eu sou a montanha e você é a chuva
Que escorre e some no final da curva
E beija o rio, pra abraçar o mar
É por isso que a montanha tem ciúmes
Quando o vento leva a chuva pra dançar
Muitas vezes tudo acaba em tempestade
Raios gritam sobre a tarde,
Tardes dormem ao luar,
Anoitece a minha espera,
Amanheço a te esperar...