quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ah, o amor...

Hoje, é um daqueles dias em que eu queria escrever sobre o amor de forma sem limites...entretanto por vários motivos não poderei. Primeiro porque está tarde (São 00:27h), segundo porque tenho coisas importantes para fazer hoje que me impedem de digitar tudo que está no meu coração agora. Mas, como não sou de meias palavras, contarei em algumas linhas o significado dessa música abaixo.
O interprete e autor é o Léo Verão.

Léo, é daquelas referências que amigos passam do tipo: "escuta que é a sua cara", e como uma boa fatia dos meus amigos sabem que tenho um gosto musical bem eclético, não precisam titubear na hora de me indicar boas músicas. Léo foi uma grata surpresa que ganhei de presente.

O menino de Sampa, com voz anazalada me conquistou pela letra simples de duas voltas e direta, sem muitas firulas, principalmente dessa canção que vou mostrar agora para vocês.
Gosto assim!

A letra fala de um jeitinho particular que cada um descobre (ou não) o amor dentro de si.
Uns querem fugir daquilo que sentem, outros se dispersam demais fazendo planos e esquecendo que os carros e a fumaça da cidade estão a toda lá fora. O mundo congela pra quem ama e quando se ama em meio a coisinhas complicadas, ufa, parece que ganha um gostinho especial.

Fala também do carinha apaixonado, de all star e mochila velha (como eu imagino), que implora uma resposta da garota que ama, mimadinha, mesmo sabendo que, depois de toda declaração, pode vir a incerteza do amor correspondido. Cute, né?!

Vou postar a letra e se tiverem uma interpretação diferente da minha, me contem, por favor.
Tem espaço pra comentar aqui embaixo...no mais, é só!

Deixo aqui duas dedicatórias: Ao meu amigo, Leandro Carvalho que me apresentou o Léo Verão em suas melodias e a Lauríssima (amiga do primeiro ano de facu) , minha eterna "íssima" em tudo que faz. Linda e amada.
Pessoas que amo!

Escreverei mais sobre esse amor no sábado ou sexta, mas escreverei...

Sobe o som...


Diz Pra Mim

Leo Verão

Composição: Leo Verão
Devo estar errado quando penso em nós dois Quando faço planos, e deixo tudo pra depoisDevo estar apaixonado por não conseguir fugir

Dizer pra ir com calma não acalma mais o coração
Te ver tão perto e estar tão longe não é mais a solução
Devo estar apaixonado por não conseguir fugir
Será que alguém pode explicar por que eu não consigo dormir?

Então diz pra mim
O que tanto te faz pensar
O que te impede de se entregar
Diz pra mim
Então diz pra mim
Que tudo que eu falei não bastou
Que antes de começar acabou
Diz pra mim
É assim...


domingo, 25 de julho de 2010

Identidade: cada um tem a sua!

A cena é sempre a mesma quando se abre revistas e alguns sites de entretenimento: Pessoas perfeitas, com suas vidas mais que perfeitas (parece até tempo verbal). Hoje, o maldito Photoshop (meu martelo, minha picareta), ganhou a “case” da pessoa física que quer, a todo custo ser “celebridade”. Parece que até faz parte do kit de maquiagem digital dos blogs e páginas pessoais de relacionamento. Antes existia a admiração por artistas de Hollywood que pareciam intocáveis na tela e, a pessoa física, olhava sentindo uma admiração sadia. Hoje, a admiração deu espaço a inveja.

Morreu esse papo de ídolos e heróis. Aposentaram o Batman (representado hoje pelo solteirão milionário canalha), mataram a Holly que sonhava com a Tiffany por ser o melhor lugar do mundo, como Audren Hepburn dizia, muito bem, em “Bonequinha de Luxo”.

Ok, cabe sim a nós, publicitários, vender a saúde, a beleza, o bem estar em nossas peças quando falamos de um produto que acreditamos e queremos que seja consumido. Ninguém comprará uma modelo com a cara cheia de espinhas, de dentes amarelados (visualmente não é agradável), entretanto a nossa função também é mostrar que dá pra ser feliz sendo você mesmo.

Quando O Boticário disse “Acredite na Beleza”, interpretei claramente que, sendo você, negra, ruiva, gorda, magra, deficiente ou sei lá o quê, seus produtos só terão efeito com base na sua autoconfiança.

Tá, em parte concordo e tal, mas acho que o fato de você impor a pessoas, nas entrelinhas, que só usando O Boticário você vai ser bela, é um pouco complexo.

Nesse caso, porque não colocar um “invista em você” ou “acredite” simplismente? Acho que passaria melhor o recado.

Tudo que compara A + B, pra mim, complica.

Hoje as bonecas negras da linha Barbie estão invadindo o mercado, há personagem gay em histórias de quadrinhos e modelo 44 nas vitrines das lojas.

Quebra de paradigmas? Não.

Imposição de uma sociedade preconceituosa, disfarçando um preconceito? Sim.

Jamais colocaria em uma peça publicitária minha, um negro só pra ser POLITICAMENTE CORRETO. Eu, enquanto negro (e inteligente que sou), entendo bem que não me agrada ser “bajulado” pela mídia, por esse ponto de vista. O processo tem que ser natural e não imposto. Parece que a sociedade está moldando um jeito plástico de viver e isso não é saudável.

E como disse, nas minhas primeiras linhas, não há mais a admiração e sim a comparação. O Paparazzo de revista, quebra e destrói a ilusão de ter aquele artista lindo e perfeito dentro do pôster no quarto e o trás para uma realidade de cigarros e doenças.

Fico pensando como Marlene Dietrich, Rita Hayworth e tantas outras divas que posso citar, sentiriam diante de suas sucessoras que preferem, ser reconhecidas pela vulgaridade ao invés da classe. Por escândalos aos filmes impagáveis na imaginação do telespectador.

O Sonho acabou e os referenciais também.

O narcisismo tomou conta da vida das pessoas que gostam de viver de ostentação, de roupas astronomicamente caras, do celular que leva pra lua e de festas privadas. Ser amigo de alguém com “nome” é mais importante do que de alguém que come em um lugar mais barato. Falar de dinheiro é mais natural do que falar de amor, amizade.

Noto nesse “mundinho”que as melhores coisas da vida estão sendo levadas pela tecnologia que facilita distanciar cada vez mais as pessoas delas mesmas.

Ninguém quer viver a própria vida, até porque, na mídia, viver a própria vida é chato, bom é ser como o outro é, e isso me preocupa tanto.

Vejo isso todas as vezes que vou ao shopping, ou em alguma balada. Jovens, da minha idade e até mais velhos, estão ali para serem vistos e não para se divertirem...Seguem modismos intoleráveis tipo, comprar uma garrafa cara de bebida e levar para festas, parecer fisicamente igual ao outro, sarados e malhados...e aí eu fico vendo...e vendo...sem entender bem, o porque disso tudo.

Cadê aquela galera alternativa, de uns tempos atrás que gostava de sair para falar de bossa nova, que bebia cerveja e não precisava da roupa mais cara pra se divertir. Que achava a beleza natural mais bonita que a cara coberta pela máscara chamada maquiagem. Cadê essas pessoas mais felizes e saudáveis que a publicidade não vende? Será que tô ficando ULTRA-Passado?

Será que isso, hoje, não vende mesmo?

Garanto que, como minhas divas, essas pessoas que precisam ser amadas pelo que aparentam ser, quando chegam em casa, no seu quarto, não conseguem lembrar do que fizeram, não porque beberam demais, e sim, por que não se identificaram com o que encontram no espelho quando se olham.

Eu tenho muitos defeitos, caio na tentação, às vezes, de estar entre essas pessoas, mais nunca perdi minha identidade. Eu sou assim, não preciso provar para as pessoas que sou inteligente, que tenho uma vida importante ou um grupo de amigos influentes.

Preciso provar para mim mesmo, sempre, que, a minha vida é minha, e ninguém pode tirar isso de mim, eu não deixo.

Preciso acreditar no ser humano, admirando cada gesto ou frase dita, pela naturalidade e não pela plástica que todo mundo tem que apresentar para estar no "mundo" atual.

Ser feliz pra mim ainda é ser natural, e pode me chamar de brega, eu nem ligo.

Eu me amo assim, demorei pra descobrir isso, mas hoje, ninguém me tira.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ao amigo distante...

Quando sabiamente Carlos Drummond de Andrade disse que “A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas”, falou sem querer de duas das pessoas mais importantes na minha vida. Essas meninas acima, neste dia ensolarado em Angra dos Reis, durante a semana, estavam mais uma vez me provando que dias ensolarados podem acontecer todos os dias mesmo chovendo.

Faz uns anos essa foto...

Engraçado que, mesmo sendo muito responsável com horários e afins, não consegui, em um só momento, lembrar ao lado delas de contas, problemas pendentes ou qualquer coisa do tipo. Viajei, literalmente, em momentos que ficarão registrado na câmera digital e principalmente, na mente. Estudamos juntos, nos conhecemos em momentos estratégicos da adolescência, nossas vidas passaram momentos distintos e distantes e ainda sim, há amor e há amor...

Amor de irmãos, de amantes, de filhos, de amigos...

Oi Diva”, um comprimento ao telefone ou exótico na rua, roubos de pequenas coisas em supermercados (ou de nossas próprias coisas), risadas que levavam horas para acabar, beijos, abraços, uma noite vendo desenho animado depois de ter visto filme de terror e um pedido de “não dorme, segura minha mão”. Mentiras contadas aos respectivos para proteger (verdades também), um dialeto que ninguém consegue explicar e só a gente consegue entender...juntos na dor da perda...alegres nas vitórias de um dos três...festas...festa...amor...amores (muitos...rs)...bilhetinhos guardados, cadernos de perguntas, pergunta...brigas compradas, dias dizendo que não vão mais procurar...procuras...filhos...filho...distância por ‘n’ motivos, encontros em carnavais...carnaval...

Acabei de receber da Angel, uma mensagem pelo celular que diz: "Meu querido, pra você também. Te amo p sempre...porque vc sumiu? To com tanta saudade d ti. Happy Day Friends. Bjs”.

Angel e Lelega, não podemos nos ver com a freqüência do colégio, com a freqüência de ‘depois do colégio’ no quarto ouvindo e gravando músicas no cassete, nas festas de bairro com nossas roupas engraçadas e nem com as lágrimas que derramávamos sentados na casa de um dos três, vendo qualquer dramalhão da Meg Ryan, mas, que possamos servir de exemplo as pessoas que, como nós, mesmo distantes, cultivam uma amizade que transcende a barreira dos pedágios e das passagens de avião.

Amizade se reflete nas boas lembranças que nem as câmeras digitais ou analógicas podem registrar. Amizade é sentir mais que saudade, é ainda sentir o cheiro que fica espalhado pelos cantos, de onde quer que possamos ir. Cheiro do Bon Jovi nas letras de nossa juventude...

Amizade é algo tão particular quanto a respiração. O corpo precisa para sobreviver...se o homem não vive sem a mulher, eu não vivo sem uma boa conversa com um bom amigo em um excelente bar pela madrugada a fora...(meu lado Vinícius de Moraes sangrando...)

Feliz dia do amigo e se algum sentir ciúmes, sinta-se homenageado,mesmo que amizade, para mim, tenha um gosto especial a cada paladar.

sábado, 17 de julho de 2010

Carta de Apresentação



Não. Mil vezes não. Nem consigo começar tentando falar qualquer coisa já dita em alguns outros blogs. Frases curtas e simples...mesmo não combinando nada comigo, então, prefiro começar sendo eu mesmo.

alguns minutos atrás, vendo “Marley e eu” chorei depois de um bom tempo sem derramara lágrimas. Não foi choro de desespero, daquele que a gente vai escorregando atrás da porta, mas foi uma emoção legal, pela delicadeza da história, discreta.Eu já tive uma cachorra, pastor alemão (linda) e pra quem tem ou teve animais, sabe bem do que estou falando.

Bem, no entanto estou aqui na sala da minha casa, ouvindo a tv, com o notebook no colo tentando escrever “a maravilhosa fábrica de chocolate do max” e to chegando a conclusão que, não é a melhor forma de escrever, nem o assunto mais agradável. Há muito eu queria falar sobre as coisas ao meu redor e não tinha por onde começar, minhas caminhadas na hora do almoço, meus momentos silenciosos no apartamento, enfim, criar um diário online, mas...pq? Já temos tantos recursos hoje com o twitter, facebook, o BLOGGER, Orkut, onde eu poderia ser perfeito, mostrando as fotos perfeitas e colecionando, sei lá, mil ou três milhões de “amigos” que nunca vi na vida.

Mais pra que? Escrever pra mim sempre foi um prazer, tanto que aos 15 anos eu terminava o meu primeiro livro:“Diário”, onde eu transportava para uma personagem, linda e simpática, amada por todos e rica, todas as coisas que eu não fui na adolescência. É, foi uma terapia para o menino pobre, negro e com uma inteligência amada pelos professores e odiada pelos colegas de classe.

Ops, nem fui um pequeno gênio, não, acho que as pessoas que estudavam comigo é que eram desinteressadas mesmo. E eu fui me acostumando com isso, me acostumando...e no final das contas, era eu, mais uma vez sozinho na biblioteca levando altos papos com a bibliotecária de 50 e poucos anos, solteirona...eu dizia que ela estava linda e ganhava sua admiração. Rs...fui uma criança (e sou) amada pelos meus pais como poucas...até diziam que merecia ser colocado dentro de uma redoma de vidro como a rosa do “Pequeno Príncipe”, eu não entendia, hoje entendo.

Crescendo e vendo a quantidade de absurdos pelos quais eu já passei, posso fazer um balanço bacana da minha vida: Eu fui amado mesmo, por mim. E quer saber, não há maior amor. Minha crise de “quase trinta” me obriga hoje a escrever sobre um mundo bem particular que merece algumas palavras nunca diárias, mas semanais, mensais, estabeleci agora.

É isso.

Muito prazer, Maxuel Limah, 29 anos, Publicitário, Rio de Janeiro, mais meu forte é o Dia de Novembro.